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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Festa no Céu

Sinopse: Um grupo de crianças bagunceiras é encaminhado a uma visita guiada ao museu, como “punição” pelo mau comportamento. Lá, uma guia diferente resolve percorrer um caminho alternativo e os apresenta ao "Livro da Vida", que contém todas as histórias. A mais simbólica delas, baseada nas tradições mexicanas, envolve três mundos. (Adoro Cinema)

Título original: The Book of Life
Dirigido por: Jorge R. Gutierrez
Gênero: Animação, comédia
2014

Eu preciso repetir o que sempre falo quando vejo discrepâncias horrendas nas traduções para o português dos títulos dos filmes: O que há de errado com essa galera, minha gente? The book of Life = Festa no céu? "O livro da vida" estaria ótimo. Enfim.

Estou encantada e esperançosa com a rede de animações para longas-metragens. Eu preciso começar dizendo que me emocionei a cada mi.nu.to desse filme.

Primeiro me emocionei por poder conhecer um pouco mais sobre algo que eu sempre achei muito bonito, que é o dia dos mortos comemorado pelos mexicanos. Depois me emocionei com as cores lindas e os traços marcantes e cheios de vida do desenho. Depois foi porque achei a Catrina a criatura mais linda da face da terra. Aí, chorei quando Maria foi embora para estudar na Espanha e ganhou de um dos seus melhores amigos e admirador um porquinho de estimação. E quando a Maria volta, me emocionei porque ela se tornou uma mulher forte, feminista. Depois me emocionei quando descobri que apesar de disputarem o amor da mesma mulher, os dois amigos protagonistas, não deixam de ser amigos e não representam rivalidade para as crianças que estavam assistindo ao filme. E depois, quando eu achava que não poderia mais me emocionar, percebi que foi criado um filme fantástico para crianças que fala de amor, que trata a morte como algo natural, que retrata as mulheres como seres fortes, que ensina os garotinhos a tratar bem as mulheres, que repudia maus tratos aos animais, que mostra a força de uma amizade, que ensina que trapacear é feio, mas que o perdão é possível e transformador.

Não teve como não chorar.